Datas, software, dispositivo, estrutura interna e outros registros podem ajudar a contextualizar a origem e o histórico de um arquivo digital.
Existe informação além do conteúdo visível
Arquivos digitais podem armazenar informações relacionadas à criação, modificação, software utilizado, dispositivo, codificação e estrutura interna. Esses registros são conhecidos de forma ampla como metadados.
Nem todo arquivo possui os mesmos campos e nem todo metadado representa uma verdade absoluta. A interpretação depende do formato, do fluxo de produção e das alterações que ocorreram antes da análise.
Datas precisam ser interpretadas com cautela
Horários de criação e modificação podem ser influenciados por cópias, exportações, sistemas de arquivos, sincronização, aplicativos e configurações do dispositivo. Comparar datas sem entender sua origem pode produzir conclusões equivocadas.
Por isso, a análise técnica procura identificar de qual camada cada registro temporal foi obtido e se existem outras fontes que confirmem a mesma cronologia.
Software e processamento podem deixar rastros
Edição de imagem, conversão de formato, exportação de documento e processamento por diferentes ferramentas podem alterar ou acrescentar informações internas. Em alguns casos, isso ajuda a compreender o histórico do arquivo; em outros, apenas demonstra que houve reprocessamento.
O significado pericial depende do que está sendo questionado no processo e do arquivo original efetivamente disponível.
Metadados são parte da análise, não a resposta inteira
A autenticidade de um conteúdo raramente deve ser sustentada por um único campo. Metadados, estrutura do arquivo, conteúdo, contexto, fontes externas e cadeia de custódia podem precisar ser avaliados em conjunto.
Quando o arquivo é relevante para uma decisão, preservar o original e evitar transformações desnecessárias pode ser decisivo para ampliar as possibilidades de exame.

